23 março 2009

Alienação galáctica...


Haverá sensação melhor do que nos conseguirmos evadir do sítio onde estamos... e planar noutra dimensão?
Talvez seja uma das melhores capacidades que se pode ter...
Estar fisicamente num determinado sítio, mas mentalmente nem sabermos onde estamos... tal é o estado de alienação deste mundo físico onde o nosso corpo assenta.
Estar fisicamente com os pés no chão, mas mentalmente noutra dimensão... com os pensamentos a planar noutra galáxia... muito longe daqui...
Ser capaz de estar no meio de uma grande multidão psicologicamente unidireccionada e mentalmente estar em todos os lugares menos naquele...
Estar inserido num grupo de pessoas a falar, mas no fundo estar muito longe dele... e nem sequer ouvir sobre o que se está a conversar...
O estar alienado do real, ou daquilo que dizemos que é o real... porque cada um tem a sua própria realidade.
O conseguir estar constantemente noutra dimensão, muito longe deste planeta... mesmo que essa alienação se deva a pensamentos e situações imaginárias ou não... A alienação só por si já é possível se conseguirmos dar forma mental ao nosso imaginário.
A nossa imaginação noutra dimensão provoca um estado de evasão tal... no qual podemos encontrar muitas mais soluções e respostas às coisas mais banais da vida e da transcendência da vida...
Basta nos concentrarmos, deixarmo-nos ir e envolvermo-nos nesse imaginário que nos provoca uma alienação galáctica...

21 março 2009

Cemitério cósmico...


A imaginação, é talvez uma das melhores capacidades humanas, o conseguir ver coisas fora da nossa dimensão....
Temos muitas capacidades, e o cérebro humano é de facto espantoso pelas qualidades que possui... Mas a imaginação... a capacidade de conseguir sonhar... é sem dúvida genial!
A imaginação em tempo real, enquanto estamos acordados e conscientes, é já de si fantástica... o conseguirmos pensar em algo que não existe. E mais espectacular é então a capacidade de sonharmos e conseguirmos transcender-nos a nós próprios inconscientemente.

Sonhar, talvez uma das melhores coisas que conseguimos fazer, quando a nossa alma está noutra dimensão. O conseguir construir enredos, inventar cenários, misturar pessoas, lugares e situações... e formar algo que na verdade nem sabemos bem definir. Apenas sabemos que partes desse puzzle existem na realidade, e em separado umas das outras. Mas porque será que nos sonhos as misturamos? E porque é que misturamos essas e não outras?

Nos sonhos encontrarmos em nós mesmos uma outra dimensão de viver...
Os sonhos não necessitam de ser estritamente sonhos! Se nos sentimos confortáveis neles, os sonhos podem ser reais. Basta querermos que essa seja a nossa realidade, e transportarmo-nos para lá. Ou transportar os sonhos para esta realidade mais palpável. No fundo a linha que separa as duas realidades não é assim tão linear e definida.

Enquanto a realidade que vivemos não pode ser transformada em sonho, os nossos sonhos podem ser uma outra realidade de nós próprios. E podemos estar em duas realidades simultaneamente.
Na verdade, conseguimos ter vidas paralelas numa só. Não só porque conseguimos viver duas realidades numa, como numa realidade podemos viver duas vidas... esta e as outras em que antes já estivemos...

Os nossos sonhos, apenas são fragmentos de outras vidas que já existiram... em tempos incertos e em locais indefinidos... Os nossos sonhos são uma imaginação inconsciente de pedaços de vidas e de realidades sonhadas e vividas que levemente flutuam pelo cosmos...
Os sonhos levitam no universo suspenso. E apenas chegam a nós, quando estamos receptivos a eles. Por isso também há quem não sonhe, ou quem não se lembre do que sonhou.
Os sonhos que nunca mais chegam a nenhuma alma inconsciente é porque não são mais sonhos vivos... são sonhos mortos que mais ninguém pode sonhar... e que ficam perdidos a levitar no universo suspenso... no infinito cemitério cósmico...


19 março 2009

Dia do Pai :-)


Hoje é dia do Pai :)
Não é feriado, não é um dia propriamente festivo, nem conduz a comemorações de escala planetária como o Natal ou o Ano Novo. Mas talvez sejam estes dias que no fundo têm muito mais significado para as pessoas, do que os feriados onde se comemoram coisas religiosas, que muitas vezes nem sabemos exactamente bem porque é que existem!
Hoje é só dia do Pai. A palavra é pequenina, mas grandiosa. Pequenas letras que significam grandes pessoas. Porque na verdades todos nós as temos.

Será que pelo menos por um dia sabemos dar valor a estas pequenas grandes coisas da vida? Coisas que realmente importam, em detrimento de futilidades infantis e mesquinhas?
Porque muitas das coisas que infelizmente hoje em dia grande parte das pessoas se importa, têm invariavelmente um cariz obsessivamente material, e as coisas que realmente importam na vida são frequentemente ignoradas, de tal modo que "já é hábito".

Em vez do comum acto de dar dinheiro para receber um objecto (que não passa disso mesmo, de um mero objecto!)... que tal darmos um pouco mais de afecto para receber um pouco mais de carinho?
Porque no fundo, todos temos na vida coisas pequenas e coisas grandes, mas essas são apenas as passageiras... porque as pequenas grandes coisas da nossa existência, são para toda a vida...

Feliz Dia do Pai :)


11 março 2009

Blowing in the wind…

Uma das canções mais emblemáticas dos anos 60, obra do poeta do rock Robert Zimmerman, mais conhecido por Bob Dylan.

Hino utilizado na luta que a juventude americana e todo o mundo iniciaram, e ganharam, para terminar a nefasta Guerra do Vietname.



Aos 21 anos, Bob Dylan compõe a música “Blowin’ in the Wind”… 1962... Tempos de crise, guerras, discriminação racial e religiosa, conflitos sociais, violência, ódio...



A letra levanta uma série de questões filosóficas sobre a paz, a guerra, a compaixão, a liberdade.


É o enfoque de esperança com que são tratados estes temas transcendentes e intemporais, que permite conservar a sua vigência mais de 40 anos depois...


How many roads must a man walk down, before they call him a man?

Yes, and how many seas must a white dove sail, before she sleeps in the sand?

And how many times must the cannonballs fly, before they are forever banned?

The answer my friend, is blowing in the wind...

The answer is blowing in the wind…


The answer my friend, is blowing in the wind...

The answer is blowing in the wind…

How many years must a mountain exist, before it is washed to the sea?

Yes, and how many years can some people exist, before they’re allowed to be free?

And, how many times can a man turn his head, and pretend that he just doesn’t see ?

The answer my friend, is blowing in the wind...

The answer is blowing in the wind…


The answer my friend, is blowing in the wind...

The answer is blowing in the wind…

How many times must a man look up, before he can see the sky?

Yes, and how many ears must one man have, before he can hear people cry?

And how many deaths will it take ‘till he knows, that too many people are dying?

The answer my friend, is blowing in the wind...

The answer is blowing in the wind…

The answer my friend, is blowing in the wind...

The answer is blowing in the wind…



The answer my friend, is blowing in the wind...

The answer is blowing in the wind…


10 março 2009

Riqueza ou Pobreza?

Um dia o pai endinheirado levou o seu filho a viajar com o propósito de lhe mostrar quantas pessoas viviam de forma diferente deles… e o quão pobres eram algumas famílias…

Ao chegar a determinado sítio, passaram todo o dia e uma noite numa humilde casa de uma família muito pobre…

Quando regressaram desta experiência, o pai perguntou ao seu filho:

- Então, que te pareceu a viagem?

- Muito bem pai!

- Viste como vivem os pobres?

- Sim.

- E que aprendeste?

O seu filho, então respondeu:

- Eu vi que nós temos um cão em casa, eles têm quatro.

Nós temos uma piscina que ocupa meio jardim, eles têm um rio que não tem fim.

Nós temos um solário iluminado com luz, eles têm o céu iluminado com todas as estrelas e a lua.

Nós temos um jardim com portão de entrada, eles têm o bosque inteiro.

Enquanto o pequeno respondia, o pai não conseguiu articular palavra, tal era o seu assombro…

- Obrigado pai, por me mostrares o quão pobre nós somos!



Quando medimos o que temos, o resultado da medição depende de como vimos as coisas… Se temos, amor, amigos, saúde, bom humor e atitudes positivas para com a vida, temos tudo! Mas se formos pobres de espírito… não temos nada…