13 abril 2012

Viver como as flores...


" - Mestre, como faço para não me aborrecer?
Algumas pessoas falam demais, outras são ignorantes.
Algumas são indiferentes.
Sinto ódio das que são mentirosas.
Sofro com as que caluniam.
 
- Pois viva como as flores! - advertiu o mestre.
 
- Como é viver como as flores? - perguntou o discípulo.
 
 - Repare nestas flores - continuou o mestre, apontando lírios que cresciam no jardim.
Elas nascem no esterco, entretanto, são puras e perfumadas.
Extraem do adubo malcheiroso tudo que lhes é útil e saudável, mas não permitem que o azedume da terra manche o fresco de suas pétalas.


É justo angustiar-se com as próprias culpas, mas não é sábio permitir que os vícios dos outros o importunem. 
Os defeitos deles são deles e não seus.
Se não são seus, não há razão para aborrecimento.
Exercite a virtude de rejeitar todo mal que vem de fora.
Isso é viver como as flores."

Autor desconhecido


07 abril 2012

Rostos do Mundo...


 
Praga, Novembro 2011
Budapeste, Novembro 2011




Budapeste, Novembro 2011




 Praga, Novembro 2011




Praga, Novembro 2011


Porque estes também são os rostos do mundo...

20 março 2012

Fantoches...


Que somos nós senão fantoches? Há algum passo que demos que não seja controlado e registado até ao mais ínfimo pormenor? O que é que fazemos que não é submetido de imediato ao maior e mais rigoroso controlo por instâncias e objectos que nos ultrapassam largamente o alcance?

Aquisições controladas, passos controlados, movimentos controlados, sentimentos controlados?
Não somos mais do que fantoches mortos, comandados lá bem de cima do topo da hierarquia tecnológica ditatorial, naquilo que fazemos, naquilo que consumimos, nos sítios onde vamos, no que somos.

Comandados, controlados, vigiados, direccionados, guiados em tudo, até no que sentimos.
Como marionetas desengonçadas que só se mexem porque nos orientam os movimentos, que só se viram para onde querem que nos viremos, que só fazem aquilo que querem que façamos.

E nem um piu. Sem poder hesitar na corda bamba. Sem poder opinar o que seja. Ou sais de cena.

E quando o espectáculo acaba, os fios que nos prendem e guiam, soltam-se. E caímos desamparados no chão, sem qualquer força para nos erguermos.
Qual é o fantoche que prossegue movimentos sozinho por si próprio, mesmo depois de terminado o espectáculo?


13 fevereiro 2012

Um quarto de século...


Caminhos que se entrecruzam... vidas prestes a se mudar para sempre...
Coincidências da vida, dirão alguns. 
O destino, o acaso, o inevitável, afirmarão outros...

Há quem afirme que as histórias, todas elas, desde o início dos tempos, se parecem, se repetem.
O que muda são os nomes, os detalhes, os corações...

E às vezes, quando já não se espera nada... encontra-se o que faltava para passar a ter tudo...


31 janeiro 2012

The Spiral...


The spiral is the symbol of life and death...


This spiral lies at that very point where inanimate matter is transformed into life.

I am convinced that the act of creation took place in form of a spiral.

Our whole life proceeds in spirals. Our earth describes a spiral course.
We move in circles, but we never come back to the same point. The circle is not closed. We only pass the same neighbourhood many times. It is characteristic of a spiral that it seems to be a circle, but is not closed.

The true spiral is not geometric but vegetative. It has swellings, becomes thinner and thicker and flows around obstacles which are in its way.

The spiral shows life and death in both directions. Starting from the center, the infinite small the spiral means birth and growth, but by getting bigger and bigger the spiral dilutes into the infinite space and dies off like waves which disappear in the calm waters.

On the contrary, if the spiral condenses from outer space, life starts from the infinite big, the spiral becomes more and more powerful and concentrates into the infinitely small which cannot be measured by man, because it is beyond our conception and we call it death.

The spiral grows and dies like a plant – the lines of the spiral, like a meandering river, follow the laws of growth of a plant. It takes its own course and goes along with it. In this way the spiral makes no mistakes.

Hundertwasser, April 1991