27 janeiro 2009

Decisões...


Há pessoas que nos surpreendem! E que fazem coisas que na verdade nunca esperávamos que fizessem... Não têm medo do que lhes vem pela frente, arriscam, vão... e seja o que for!

Não olham para trás. Não se agarram àquilo que as prende, mas que no fundo não prende... E vão à descoberta de novos mundos, à procura de novas experiências, coisas e ambientes diferentes, sítios desconhecidos...
Rompem com o que têm e partem para outra nova vida.
E não se acanham. Não têm medo. Vão!
Vão?
Já foram!

E outros cá ficam, atados, agarrados à vida que têm... Agarrados àquilo que não os prende, mas que no fundo prende...

Ir ou ficar... tanto uma coisa como outra têm vantagens e desvantagens... muitos aspectos positivos e também negativos... São dois pratos da balança...
Mas o que faz realmente a diferença, é o peso que cada pessoa dá a essas coisas... e é isso que depois a faz decidir ficar ou partir...


24 janeiro 2009

Fábrica de Sonhos...


Mas o que é mesmo a noite senão uma... Fábrica de Sonhos?


Há quem diga que todas as noites são de sonhos...

Mas há também quem garanta que nem todas... só as de Verão...

Mas, no fundo, isso não tem muita importância...

O que interessa mesmo, não são as noites em si, mas os sonhos...

Sonhos que o Homem sonha para sempre... em todos os lugares, em todas as épocas do ano... dormindo ou acordado...




22 janeiro 2009

Hábitos e Mudanças...


O Homem é mesmo um animal de hábitos!


Ao longo da vida, e decorrente do seu normal devir, vamos lentamente mudando determinados hábitos... os quais se vão transformando de uma forma tão progressiva, que quase nem nos apercebemos disso...

E na verdade, estamos a alterar o modo de fazer todo um conjunto de aspectos, formas de fazer algo, sítios onde ir, horários a cumprir, e tantas outras coisas..
Coisas que vamos mudando de X para Y sem quase nos darmos conta...
E essa evolução é tão lenta e imperceptível que praticamente não interiorizamos essa mudança... não damos conta que ela de facto existe...

Só quando mais tarde nos deparamos com X, é que paramos para pensar... E afinal verificamos que durante tanto tempo fizemos X e sempre foi natural...
E só depois de termos gradualmente mudado para Y e ter estabilizado essa mudança, é que achamos estranho como era X que durante tanto tempo fez sentido para nós..

Agora já só o Y tem lógica... e o X não se afigura mais do que um estranho...


08 janeiro 2009

Oportunidades da vida...


Ontem tive a terrível sensação de que nesta vida, não devemos adiar nada para fazer...


"Não deixes para amanhã, o que podes fazer hoje"...

É um velho ditado, que provavelmente todos nós já estamos fartos de ouvir.
E de tanta insistência, já nem lhe damos valor... já nem ligamos ao seu significado. (É a fartura, é mesmo o grande mal da nossa sociedade.)

Mas a verdade é que ele tem significado. E muito!
E quando na vida nos deparamos com determinadas situações, lembramo-nos logo dele, em busca do conforto... que ele não traz...



Ontem tive a terrível certeza de que nesta vida, não devemos adiar nada para fazer...

Porque "depois", já pode ser tarde demais...
Porque depois, pode já não haver oportunidade.
E às vezes não há mesmo...

E quando não há, dói.

31 dezembro 2008

Alturas da vida...


Há alturas em que andamos realmente cansados... fartos disto tudo... apáticos para os dias... sem ânimo para as coisas... sem vontade de nada...
Parece que só apetece fugir, ir para bem longe... onde ninguém nos martirize, onde ninguém nos diga nada, nem grite as horas, nem massacre com datas a cumprir!
Apetece que nos deixem em paz, no nosso canto...

E com tanta coisa para fazer, aqui estamos... sem fazer nada... não porque não queiramos, talvez porque não conseguimos... Porque estamos demasiados cansados de tudo o que fizemos até então, e como tal, só apetece descansar...
Descansar? Para quê? Porquê?
Ainda nos exigem mais coisas a fazer... elas não param...
Se ao menos valessem a pena...

E no fim, perguntamos a nós mesmos "Para quê tudo isto? Para quê todo este esforço?"
Pior que tudo, é sentir que todas essas coisas são um trabalho inglório...
Sentimos que foi um esforço em vão... que demos tanto de nós, e nem por isso vamos ter grande coisa em troca...
É uma sensação de trabalho desperdiçado... e que no futuro ninguém vai querer saber dele para nada... E aquele esforço foi todo para uma gaveta, que para ali fica. Fechada.

E um esforço que não tem frutos... nem agora nem depois... porque no futuro, se conseguimos fazer algo num âmbito que nos agrade, nunca vai ser mesmo aquilo que queremos... iremos estar sempre sujeitos a pressões superiores e subjugados a interesses revoltantes...
Porquê? Porque tem de ser sempre assim? Porque é que nem por uma vez podemos fazer algo que nos agrade, e completamente à nossa maneira?
Constantemente sentimos que trabalhamos e nos esforçamos, e que no fundo nada vale a pena...
Tanto cansaço, tanto esforço, tantas horas de dedicação, tanto trabalho... e depois fica tudo como se nada fosse... tal é o descrédito que se tem pelas coisas... e a pouca valorização que conferem ao nosso trabalho...

Por aí neste mundo, há muita teoria e pouca prática... fazem-se tantos esforços e nunca nada muda, nunca vemos nada feito.
E por mais que queiramos e nos esforcemos para mudar as coisas... nunca vamos conseguir isso... não vamos certamente fazer a diferença... isso são só palavras bonitas que se dizem às crianças...
Quem consegue vingar num mundo corrupto, egoísta, injusto,
racista, ganancioso, falso, intolerante, etc. ?
É um desincentivo ao que fazemos... é um desincentivo a tudo...

Há uma falta de articulação das coisas, parece que nada tem lógica, nada está conexo... nada tem nexo...
Tudo parece uma folha de papel velha, amachucada, cheia de gatafunhos, riscada, sem espaço para mais nada... mas que se tenta insistentemente pôr lá mais coisas...
Na verdade, só dá vontade de amachucar a folha e atirá-la ao lixo, e arranjar uma nova! Onde aí, sim, se vai fazer tudo de novo, certinho, correcto, com lógica, tendo em conta o máximo de aspectos possível...
É o que dá vontade...
Mas é o que não se faz... é o que ninguém quer fazer.
Dá trabalho não é?
Pois... Então mais vale continuar a rabiscar na folha de papel velha... sempre se vai fazendo riscos a partir daqueles que já existem... mesmo que estejam todos mal...
E ninguém consegue ter força para atirar de vez a folha para o lixo.

Por isso, não vale a pena tentar. Porque é o desalento total.
Às vezes mais vale não pensar em nada, e aproveitar as pequenas coisas boas da vida... sem pensar em nada que nos atormente...
A vida já é tão curta, e ainda estarmos a chatear-nos com estas coisas todas... é só atrofiar-nos ainda mais...
Mais vale vivermos com calma, sem stress, ver as coisas boas, fechar os olhos ao que não interessa, e sonhar... porque nada vai mudar... e não vale a pena ter a pretensão que sim, porque é não!
E é disso que temos de ter consciência!

Viver o dia-a-dia... porque nem nos sítios mais evoluídos, nem nos mais pobres é possível fazer a diferença... não existe volta a dar, enquanto questões superiores não forem alteradas...
Por isso o mais importante é alegrar-nos com as pequenas coisas, que dão prazer instantâneo à alma, ao espírito, à mente... paz...

Às vezes mais vale ter uma vida calma com o indispensável, mas ser feliz e aproveitar as coisas boas da vida... olhar o céu, as nuvens, o pôr do sol no mar...
Se não tivermos ambições desmedidas, vivemos bem com pouco... afinal, é preciso tão pouco para ser feliz!
Mais vale viver ao sabor do vento... afinal para quê tanto esforço?
No fim de contas todos vamos embora daqui um dia...