13 abril 2014

Rosas...


"E então o principezinho voltou para o pé da raposa e disse: 
- Adeus... 
- Adeus - disse a raposa. - Vou-te contar o tal segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos... 
- O essencial é invisível para os olhos... - repetiu o principezinho, para nunca mais se eskecer. 
- Foi o tempo que tu perdeste com a tua rosa que tornou a tua rosa tão importante... 
- Foi o tempo q eu perdi com a minha rosa... - repetiu o principezinho, para nunca mais se eskecer. 
- Os homens já se eskeceram desta verdade - disse a raposa. - Mas tu ñ te deves eskecer dela. Ficas responsável para todo o sempre por aquilo que está preso a ti. Tu és responsável pela tua rosa... 
- Sou responsável pela minha rosa... - repetiu o principezinho, para nunca mais se eskecer. "

em O Principezinho, Antoine de Saint-Exupéry

 

09 abril 2014

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Não te apagues. Não sabes quem iluminas...



29 março 2014

Manucure


"Carta de Sá-Carneiro a Pessoa, em 1915:
«Para mim basta-me a beleza – mesmo errada, fundamentalmente errada. Mas beleza: beleza retumbante de destaque e brilho, infinita de espelhos, convulsa de mil cores – muito verniz e muito ouro: teatro de magia e apoteose...».

É com «olhos delicados, refinados, esguios e citadinos», numa autocaracterização onde se entrecruzam a ambição modernista, a pose esteticista e uma singular identificação com o feminino, enunciada desde logo pela metáfora organizadora do poema, o verniz, que o sujeito poético de «Manucure» se nos apresenta.

O verniz representa a dimensão cultural, civilizada, expressa pelas imagens refinadas, depois transformadas na brutalidade da indústria e do comércio modernos: gritos, delírio selvático.
Mas o verniz representa igualmente o trabalho existente na «estética futurista», a «nova sensibilidade tipográfica», uma outra beleza metamorfoseada. É, pois, neste envernizamento diverso, que o sujeito lírico termina no mais absoluto frenesim que está para lá da verbalização."


27 março 2014

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"Esperar o amor, já é amor..."

Marguerite Duras

22 março 2014

Precisamente isto.


Só há duas ou três histórias na vida do ser humano, e repetem-se tão cruelmente como se nunca tivessem acontecido.

E se a história não tivesse imaginação?
 
7 anos antes... 7 anos depois... sempre o número 7 a ecoar como um presságio fatalista a marcar ritmicamente o tempo...

Arrrggghhh!!! O Tempo! Essa linha contínua sem princípio nem fim num horizonte longínquo, que insistimos em dividir infinitamente em fragmentos úteis!

E 7 anos depois... precisamente 7 anos depois... até o dia e o mês foi o mesmo, que provocou arrepios ao constatar a coincidência.
Será coincidência? Será acaso? Ou estava escrito nas constelações desde sempre?

Que poderia ter mudado para não passarmos pelos mesmos medos, estações e fracassos?

Porque será a continuação como o princípio?

Porque será o princípio como o fim?
Porque se apresenta o destino do mesmo modo?
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 adaptado de Os Uns e os Outros