31 janeiro 2012

The Spiral...


The spiral is the symbol of life and death...


This spiral lies at that very point where inanimate matter is transformed into life.

I am convinced that the act of creation took place in form of a spiral.

Our whole life proceeds in spirals. Our earth describes a spiral course.
We move in circles, but we never come back to the same point. The circle is not closed. We only pass the same neighbourhood many times. It is characteristic of a spiral that it seems to be a circle, but is not closed.

The true spiral is not geometric but vegetative. It has swellings, becomes thinner and thicker and flows around obstacles which are in its way.

The spiral shows life and death in both directions. Starting from the center, the infinite small the spiral means birth and growth, but by getting bigger and bigger the spiral dilutes into the infinite space and dies off like waves which disappear in the calm waters.

On the contrary, if the spiral condenses from outer space, life starts from the infinite big, the spiral becomes more and more powerful and concentrates into the infinitely small which cannot be measured by man, because it is beyond our conception and we call it death.

The spiral grows and dies like a plant – the lines of the spiral, like a meandering river, follow the laws of growth of a plant. It takes its own course and goes along with it. In this way the spiral makes no mistakes.

Hundertwasser, April 1991


01 janeiro 2012

2012


Caminhos que se entrecruzam... vidas prestes a se mudar para sempre...
Coincidências da vida, dirão alguns. 
O destino, o acaso, o inevitável, afirmarão outros...

Há quem afirme que as histórias, todas elas, desde o início dos tempos, se parecem, se repetem.
O que muda são os nomes, os detalhes, os corações...

E às vezes, quando já não se espera nada... encontra-se o que faltava para passar a ter tudo...



Feliz 2012 para todos. Tudo de bom. Paz.

15 dezembro 2011

Friedensreich Hundertwasser birthday...


Today, if Friedensreich Hundertwasser was alive, he would be 83 years old...

Here are some of his projects, where it is possible to appreciate his art as an architect... his talent as an artist... and his vision as a human being...

 


 


 

 

 
The Hundertwasserhaus apartment block in Vienna has undulating floors, a roof covered with earth and grass, and large trees growing from inside the rooms, with limbs extending from windows. 

He took no payment for the design of Hundertwasserhaus, declaring that the investment was worth it to "prevent something ugly from going up in its place".


"An uneven floor is a melody to the feet..."
Friedensreich Hundertwasser (1928-2000)



13 dezembro 2011

Obesidade mental...


O professor Andrew Oitke publicou o seu polémico livro “Mental Obesity”, que revolucionou os campos da educação, jornalismo e relações sociais em geral.
Nessa obra, o catedrático de Antropologia em Harvard introduziu o conceito em epígrafe para descrever o que considerava o pior problema da sociedade moderna.
- “Há apenas algumas décadas, a Humanidade tomou consciência dos perigos do excesso de gordura física por uma alimentação desregrada. Está na altura de se notar que os nossos abusos no campo da informação e conhecimento estão a criar problemas tão ou mais sérios que esses.”

Segundo o autor, “a nossa sociedade está mais atafulhada de preconceitos que de proteínas, mais intoxicada de lugares-comuns que de hidratos de carbono.
As pessoas viciaram-se em estereótipos, juízos apressados, pensamentos tacanhos, condenações precipitadas.
Todos têm opinião sobre tudo, mas não conhecem nada.
Os cozinheiros desta magna "fast food" intelectual são os jornalistas e comentadores, os editores da informação e filósofos, os romancistas e realizadores de cinema.
Os telejornais e telenovelas são os hamburgers do espírito, as revistas e romances são os donuts da imaginação.”

O problema central está na família e na escola.
- “Qualquer pai responsável sabe que os seus filhos ficarão doentes se comerem apenas doces e chocolate. Não se entende, então, como é que tantos educadores aceitam que a dieta mental das crianças seja composta por desenhos animados,videojogos e telenovelas.
Com uma “alimentação intelectual” tão carregada de adrenalina, romance, violência e emoção... é normal que esses jovens nunca consigam depois uma vida saudável e equilibrada.”

Um dos capítulos mais polêmicos e contundentes da obra, intitulado "Os Abutres", afirma:
- “O jornalista alimenta-se hoje quase exclusivamente de cadáveres de reputações, de detritos de escândalos, de restos mortais das realizações humanas.
A imprensa deixou há muito de informar, para apenas seduzir, agredir e manipular.”

O texto descreve como os repórteres se desinteressam da realidade fervilhante, para se centrarem apenas no lado polêmico e chocante.
“Só a parte morta e apodrecida da realidade é que chega aos jornais.”

Outros casos referidos criaram uma celeuma que perdura.
- “O conhecimento das pessoas aumentou, mas é feito de banalidades. Todos sabem que Kennedy foi assassinado, mas não sabem quem foi Kennedy. Todos dizem que a Capela Sistina tem tecto, mas ninguém suspeita para que é que ela serve. Todos acham que Saddam é mau e Mandella é bom, mas nem desconfiam porquê. Todos conhecem que Pitágoras tem um teorema, mas ignoram o que é um cateto”.
As conclusões do tratado, já clássico, são arrasadoras.

- “Não admira que, no meio da prosperidade e abundância, as grandes realizações do espírito humano estejam em decadência. A família é contestada, a tradição esquecida, a religião abandonada, a cultura banalizou-se, o folclore entrou em queda, a arte é fútil… paradoxal ou doentia.
Floresce a pornografia, o cabotinismo, a imitação, a sensaboria, o egoísmo.
Não se trata de uma decadência, uma “idade das trevas” ou o fim da civilização, como tantos apregoam. É só uma questão de obesidade.
O homem moderno está adiposo no raciocínio, gostos e sentimentos.
O mundo não precisa de reformas, desenvolvimento, progressos.
Precisa sobretudo de dieta mental”.

07 dezembro 2011

Desabafos pós-modernos...


Simplesmente bizarro este consumismo actual com a sua oferta de infinitos productos, em que até eles competem entre si... mil e um productos, cada um adaptado e personalizado para “ti”!

Repletos de cores que apelam aos sabores do nosso imaginário, de sentimentos de prazer que nos vai proporcionar se os adquirirmos…
É como um clímax de felicidade auferir de todos esses productos e objectos…

Está ao alcance de qualquer um, porque são os objectos que chamam por nós, e nós (oh, coitados de nós, que somos tão fracos!) não vamos conseguir reprimir nem controlar a ânsia e vontade de os possuir!

E possuí-los vai colocar-nos logo no pedestal dos deuses pelo prazer e pelo acto indispensável que é ter aqueles objectos…


Mas na verdade isso é apenas uma prova de fraqueza não conseguir resistir aos apelos do consumismo da sociedade actual!

E é realmente um grande desafio que cada um de nós tem pela frente, enfentar e conseguir ter a capacidade de resistir e ultrapasar estes obscuros fantasmas coloridos, e nebulosas densas de publicidade gritante, cores e letras garridas que nos testam ao limite dos nossos sentidos…