13 abril 2008

Daquelas noites...

6h da manhã...
Chegar a casa... atirar a roupa para um canto do quarto...
Depois trato disso amanhã...
Cair na cama, como quem cai sobre uma nuvem...
Inspirar fundo...
Como foi boa a noite... e como a companhia tanto para isso contribuiu também!
Tantas gargalhadas... risos... muito boa disposição... conversas... passeios... conhecer novas pessoas... diversão... muitos beijos... muitos abraços.... cantar... dançar... rir... chorar a rir...
Como sabe bem sair com pessoas que estão sempre bem dispostas, e dispostas a estar ali connosco!
Descontraídas, sem outra preocupação a não ser aproveitar aquele mesmo momento!
Porque depois... depois logo se vê!

É daquelas noites que não me importava de ter mais vezes...

09 abril 2008

Grande discurso...

Aqui está um tipo de discurso que, para além da opção religiosa, gostaria de ver o nosso e outros primeiro-ministros fazerem nos respectivos países.
Em alto e bom som, para que não houvesse dúvidas!

Discurso do ex Primeiro Ministro Australiano John Howard à Comunidade Muçulmana:

"Os imigrantes não-australianos devem adaptar-se. É pegar ou largar!
Estou cansado de saber que esta nação se inquieta ao ofendermos certos indivíduos ou a sua cultura. Desde os ataques terroristas em Bali, assistimos a uma subida de patriotismo na maioria do Australianos.
A nossa cultura está desenvolvida desde há mais de dois séculos de lutas, de habilidade e de vitórias de milhões de homens e mulheres que procuraram a liberdade.
A nossa língua oficial é o Inglês; não é o Espanhol, o Libanês, o Árabe, o Chinês, o Japonês, ou qualquer outra língua. Por conseguinte, se desejam fazer parte da nossa sociedade, aprendam a nossa língua!
A maior parte do Australianos crê em Deus. Não se trata de uma obrigação cristã, de influência da direita ou pressão política, mas é um facto, porque homens e mulheres fundaram esta nação sobre princípios cristãos e isso é ensinado oficialmente. Se isso vos ofende, sugiro-vos então que encarem outra parte do mundo como o vosso país de acolhimento, porque Deus faz parte da nossa cultura.
Nós aceitaremos as vossas crenças sem fazer perguntas. Tudo o que vos pedimos é que aceitem as nossas e vivam em harmonia e em paz connosco.
Este é o nosso país, a nossa terra e o nosso estilo de vida.
E oferecemos-vos a oportunidade de aproveitar tudo isto.

Mas, se vocês tem muitas razões de queixa, se estão fartos da nossa bandeira, do nosso compromisso, das nossas crenças ou do nosso estilo de vida, incentivo-os fortemente a tirarem partido de uma outra grande liberdade autraliana: o direito de partir!
Se não são felizes aqui, então partam!
Não vos forçamos a vir para aqui.
Vocês pediram para vir para cá.
Então, aceitem o país que vos aceitou!"

08 abril 2008

"#$%&$"#$&%...

Há sempre quem nos critique! Às vezes mesmo sem razão!
O quanto isso irrita! Cambada de mentes fechadas!
Se às vezes tomamos opções diferentes, não é por receio, ou pelas razões que sabemos estarem a passar nas cabeças das pessoas… é mesmo porque às vezes nos apetece pôr a nossa vida a tomar outro rumo, experimentar coisas diferentes, ver como as coisas funcionam sob outro ponto de vista…
Embora haja pessoas que não compreendam isso… de tão cegas pela rotina monótona do quotidiano que estão.
E como tal, também é preciso ter paciência para ignorar as bocas e os comentários de baixo nível de que às vezes somos alvo…

06 abril 2008

Espaços...

A cidade de Lisboa tem cantinhos tão doces, tão antigos, cuja fisionomia lhes confere um toque tão saboroso…
E às vezes na pressa do dia-a-dia, nem lhes damos o devido valor…
Às vezes é preciso olhos vindos de fora, estrangeiros alertarem-nos para isso mesmo.
Foi o caso de uma rapariga que o semestre passado sugeriu como tema para o seu seminário o Jardim do Príncipe Real…
Parece que se fez luz!
Ou melhor… ainda mais luz!
Até gosto bastante daquele jardim… e das poucas vezes que lá fui, apreciei bastante o ambiente que lá se vive, prometendo sempre que não vai levar muito tempo até à próxima vez que voltar lá.
O que mais me impressionou foi o facto de a rapariga, sendo de fora, estando cá há tão pouco tempo, foi logo escolher um local que se calhar muitos dos que estavam na sala nem conheciam sequer…
E com tantos temas mais banais, surpreendeu-me o facto de ela com tão pouco tempo de estadia em Lisboa, na cidade, foi logo reparar num espaço que para muitos que passam por lá todos os dias, nem sequer lhe ligam e até mesmo desviam o olhar no caminho de volta a casa ao final do dia…

05 abril 2008

Diversidade Standardizada...

Às vezes há saudades de uma boa conversa… sobre o que quer que seja… com quem quer que seja…
Quando já se está farto de banalidades, de conversas ocas, apetece algo mais… alguma coisa mais recheada de conteúdo…
As vezes apetece começar a falar do nada com as pessoas com quem nos cruzamos, e que inspiram certos temas de conversa… Obviamente que não o fazemos, iriam achar-nos doidos… iam? Iam mesmo? Será que lá no fundo às vezes também não lhes apetece fazer o mesmo? Ou pelo menos coisas e vontades parecidas?

É difícil explicar o agradável de uma boa conversa, o como é bom trocar ideias com alguém sobre tanta coisa… sobre o que se leu, sobre um filme que se viu, sobre uma notícia curiosa, uma nova descoberta… mas em especial sobre um livro que se leu.
Infelizmente estamos num país onde as pessoas ainda lêem pouco. Como era bom que esta tendência fosse invertida!
Pessoalmente adoro ler e tenho pena de não ter mais tempo para o fazer e para me dedicar ao livros…
Ler… pode parecer uma coisa super simples, mas é tão profundo… ao ler viajamos, sonhamos, imaginamos, vivemos… estamos noutro plano… longe daqui, muito longe…

E é provavelmente a falta de leitura, muita televisão, revistas cor-de-rosa e futilidade à mistura, que levam a que muitas pessoas até pareçam interessantes quando as conhecemos, mas ao abrirem a boca lá se vai a curiosidade…
É difícil hoje em dia ter uma conversa mais profunda com alguém, e as muitas conversas que se ouvem por aí são conduzidas por assuntos fúteis, de televisão, novelas e afins… São vazias, sem nada!
O caos cultural e cívico existente na sociedade é reflexo dessa mesma falta de apego aos livros como algo a estimar, e como qualquer coisa de valioso para a nossa pessoa.
Rejeitam os livros apenas se importando com a roupa, que telemóvel ter, se está a par dos acontecimentos da novela da noite… isso é que importa!
É muito difícil haver interligação ao nível de conversas, por mais que se tente, entre as pessoas que lêem ou estudam e aquelas que apenas vivem para o exterior, pois estas nem sequer se tentam cultivar através de pequenas coisas, actividades do dia-a-dia ou até mesmo tentar conversar coisas mais interessantes!

E depois a contrariar ainda mais esta tendência de se viver apenas para o exterior e para o “ter” em detrimento do “ser”, está o apelo cada vez maior ao físico, ao corpo, à roupa e acessórios que o enfeitam e que no fundo são o lustroso papel de embrulho de um pacote vazio.
E o mais curioso é que cada vez mais há uma maior diversidade de roupas, coisas, objectos… mas no fundo tudo isso é cada vez mais standardizado.
As pessoas no meio de tantas coisas por onde escolher e tanta oferta, acabam por ter um estilo igual a todas as outras!
E por isso, acabam por ir onde todas as outras vão, têm o mesmo estilo, hábitos, costumes, e fazem o mesmo tipo de coisas. Se é moda, vai tudo no mesmo barco! Só porque é moda? Então e a personalidade de cada um? São todos iguais e gostam todos da mesma coisa?

É nestes pequenos pormenores que se vê quem realmente tem personalidade e não vai atrás só pelos outros irem ou só porque é moda! Porque se realmente gosta daquilo que agora é moda, então já o deveria ter feito e demonstrado!
As pessoas que realmente se demarcam, que são diferentes e demonstram aquilo que são, normalmente não ligam a modas… e são realmente essas as diferentes! Originais! Mas por serem diferentes e não seguirem esse estilo comum, são consideradas diferentes e até mesmo um pouco marginalizadas, porque não seguem o dito “normal”. Mas no fundo são as que têm personalidade! Porque independente daquilo que é vigente, eles tem o seu próprio estilo e maneira de ser! Porque as outras deixam-se ir pelas regras que dita a moda… independentemente se se identificam com isso ou não…