25 julho 2016
13 março 2016
06 março 2016
Aos 29...
Aquilo que nós escolhemos é muito pouco.
A vida e as circunstâncias fazem quase tudo...
O pior naufrágio é não partir...
06 janeiro 2016
Yo te cielo...
…”¿se pueden inventar verbos? quiero
decirte uno: yo te cielo, así mis alas se
extienden enormes para amarte sin medida.
Siento que desde
nuestro lugar de origen hemos estado juntos, que somos de las misma materia, de
las mismas ondas, que llevamos dentro el mismo sentido. Tu ser entero, tu genio
y tu humildad prodigiosas son incomparables y enriqueces la vida; dentro de tu mundo
extraordinario, lo que yo te ofrezco es solamente una verdad más que tú recibes
y que acariciará siempre lo más hondo de ti mismo. Gracias por recibirlo,
gracias por que vives, porque ayer me dejaste tocar tu luz más íntima y porque
dijiste con tu voz y tus ojos lo que yo esperaba toda mi vida.”
Fragmento de una carta
escrita por Frida Kahlo en noviembre de 1947.
29 setembro 2015
Choices...
Choose curves.
Curves are straight lines, that choose to be interesting.
Choose dreams.
Choose dreams.
Who said that real life needs reality?
15 julho 2015
17 maio 2015
30 abril 2015
...
One year later... exactly one year later...
The same... exactly the same...
All over again...
One year later...
15 abril 2015
Amigos...
“Um dia a maioria de
nós irá separar-se.
Sentiremos saudades de todas as conversas atiradas fora, das descobertas que fizemos, dos sonhos que tivemos, dos tantos risos e momentos que partilhámos.
Sentiremos saudades de todas as conversas atiradas fora, das descobertas que fizemos, dos sonhos que tivemos, dos tantos risos e momentos que partilhámos.
Saudades até dos momentos de lágrimas, da angústia, das vésperas dos fins-de-semana, dos finais de ano, enfim... do companheirismo vivido.
Sempre pensei que as
amizades continuassem para sempre.
Hoje já não tenho tanta certeza disso.
Em breve cada um vai
para seu lado, seja pelo destino ou por algum desentendimento, segue a sua
vida.
Talvez continuemos a encontrar-nos, quem sabe... nas cartas que trocaremos.
Podemos falar ao
telefone e dizer algumas tolices...
Aí, os dias vão passar, meses... anos... até este contacto se tornar cada vez mais raro.
Aí, os dias vão passar, meses... anos... até este contacto se tornar cada vez mais raro.
Vamo-nos perder no tempo...
Um dia os nossos
filhos verão as nossas fotografias e perguntarão:
“Quem são aquelas pessoas?”
“Quem são aquelas pessoas?”
Diremos... que eram
nossos amigos e... isso vai doer tanto!
- Foram meus amigos, foi com eles que vivi tantos bons anos da minha vida!
A saudade vai apertar
bem dentro do peito.
Vai dar vontade de ligar, ouvir aquelas vozes novamente...
Vai dar vontade de ligar, ouvir aquelas vozes novamente...
Quando o nosso grupo
estiver incompleto…
reunir-nos-emos para um último adeus a um amigo.
reunir-nos-emos para um último adeus a um amigo.
E, entre lágrimas,
abraçar-nos-emos.
Então, faremos promessas de nos encontrarmos mais vezes daquele dia em diante.
Então, faremos promessas de nos encontrarmos mais vezes daquele dia em diante.
Por fim, cada um vai para o seu lado para continuar a viver a sua vida isolada do passado.
E perder-nos-emos no
tempo...
Por isso, fica aqui
um pedido deste humilde amigo: não deixes que a vida
passe em branco, e que pequenas adversidades sejam a causa de grandes tempestades...
passe em branco, e que pequenas adversidades sejam a causa de grandes tempestades...
Eu poderia suportar,
embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas
enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!"
13 abril 2015
+.+
Eu gosto de pipocas.
Elas lembram-me sempre de que tudo se transforma.
Só é preciso um bocadinho de calor...
09 abril 2015
...
"... O Chapeleiro era o homem que o florista ambulante recordava ter visto dias atrás, a vaguear pelo casarão da Avenida del Tibidabo.
O que o florista interpretara como mau génio não era senão a firmeza de espírito que só assiste àqueles que, antes tarde que nunca, encontraram um propósito para as suas vidas e o perseguem com a ferocidade que dá o tempo derramado em vão... "
CRZ
15 fevereiro 2015
Lucky...
It was a monday, when my lover told me,
"never pay the reaper with love only."
What could i say to you, except, "i love you."
And "i'd give my life for yours."
I know we are... we are the lucky ones.
I know we are... we are the lucky ones.
I know we are... we are the lucky ones, dear.
The first time we made love, i... i wasn't sober.
(and you told me you loved me over and over!)
How could i ever love another, when i miss you every day...
Remember the time we made love in the roses?
(and you took my picture in all sorts of poses!)
How could i ever get over you, when i'd give my life for yours.
I know we are... we are the lucky ones.
I know we are... we are the lucky ones.
I know we are... we are the lucky ones.
I know we are... we are the lucky ones, dear.
My dear, It's time to say i thank god for you.
I thank god for you in each and every single way.
And, i know... i know.. i know.. i know...
It's time to let you know. time to let you know.
Time to let you know. time to sit here and say...
I know we are... we are the lucky ones.
I know we are... we are the lucky ones.
I know we are... we are the lucky ones.
I know we are... we are the lucky ones, dear.
We are the lucky ones, dear...
17 janeiro 2015
07 janeiro 2015
Relacionamentos...
Há dois tipos de relacionamentos: os do tipo ténis e os relacionamentos do tipo frescobol.
Os relacionamentos
do tipo ténis são uma fonte de raiva e ressentimentos e terminam sempre mal.
Os relacionamentos
do tipo frescobol são uma fonte de alegria e têm a chance de ter vida longa.
Dizia ele: “Ao
pensar sobre a possibilidade de um relacionamento, cada um deveria se fazer a
seguinte pergunta: Você acha que seria, capaz de conversar com prazer com esta
pessoa até sua velhice”?
Tudo o mais
num relacionamento é transitório, mas as relações que desafiam o tempo são
aquelas construídas sobre a arte de conversar.
Sheerazade
sabia disso. Sabia que os relacionamentos baseados nos prazeres da cama são
sempre decapitados pela manhã, terminam em separação, pois os prazeres do sexo
se esgotam rapidamente, terminam na morte, como no filme “O Império dos
Sentidos”.
Por isso,
quando o sexo já estava morto na cama e o amor não mais se podia dizer através
dele, ela o ressuscitava pela magia da palavra: começava uma longa conversa sem
fim, que deveria durar mil e uma noites.
O sultão se
calava e escutava as suas palavras como se fosse música.
A música dos
sons ou da palavra, é a sexualidade sob a forma da eternidade: é o amor que
ressuscita sempre, depois de morrer.
Há os carinhos
que se fazem com o corpo e há os carinhos que se fazem com as palavras.
E
contrariamente ao que pensam os amantes inexperientes, fazer carinho com as
palavras não é ficar repetindo o tempo todo: “Eu te amo...”
Barthes
advertia: “Passada a primeira confissão, “eu te amo” não quer dizer mais nada.
É na conversa que o nosso verdadeiro corpo se mostra, não em sua nudez anatómica,
mas em sua nudez poética”.
Recordo a
sabedoria de Adélia Prado: “Erótica é a alma”.
O ténis é um
jogo feroz. O seu objetivo é derrotar o adversário. E a sua derrota se revela
no seu erro: o outro foi incapaz de devolver a bola.
Joga-se ténis para fazer o outro errar. O bom jogador é aquele que tem a exata noção do ponto fraco do seu adversário, e é justamente para aí que ele vai dirigir sua “cortada”, palavra muito sugestiva, que indica o seu objetivo sádico, que é o de cortar, interromper, derrotar.
Joga-se ténis para fazer o outro errar. O bom jogador é aquele que tem a exata noção do ponto fraco do seu adversário, e é justamente para aí que ele vai dirigir sua “cortada”, palavra muito sugestiva, que indica o seu objetivo sádico, que é o de cortar, interromper, derrotar.
O prazer do ténis
se encontra, portanto, justamente no momento em que o jogo não pode mais
continuar porque o adversário foi colocado fora de jogo.
Termina sempre
com a alegria de um e a tristeza de outro.
O frescobol se
parece muito com o ténis: dois jogadores, duas raquetes e uma bola. Só que,
para o jogo ser bom, é preciso que nenhum dos dois perca.
Se a bola veio
meio torta, a gente sabe que não foi de propósito e faz o maior esforço do
mundo para devolvê-la direita, no lugar certo, para que o outro possa pegá-la.
Não existe
adversário porque não há ninguém a ser derrotado. Aqui, ou os dois ganham ou
ninguém ganha. E ninguém fica feliz quando o outro erra, pois o que se deseja é
que ninguém erre. E o que errou pede desculpas, e o que provocou o erro se
sente culpado. Mas não tem importância: começa-se de novo este delicioso jogo
em que ninguém marca pontos...
A bola: são nossas fantasias, irrealidades, sonhos sob a forma de palavras.
A bola: são nossas fantasias, irrealidades, sonhos sob a forma de palavras.
Conversar é
ficar batendo sonho prá lá, sonho prá cá...
Mas há casais
que jogam com os sonhos como se jogassem ténis. Ficam à espera do momento certo
para a cortada.
Ténis é assim:
recebe-se o sonho do outro para destruí-lo, arrebentá-lo, como bolha de
sabão...
O que se busca
é ter razão e o que se ganha é o distanciamento.
Aqui, quem
ganha, perde sempre.
Já no
frescobol é diferente: o sonho do outro é um brinquedo que deve ser preservado,
pois se sabe que, se é sonho, é coisa delicada, do coração.
O bom ouvinte
é aquele que, ao falar, abre espaços para que as bolhas de sabão do outro voem
livres.
Bola vai, bola
vem… cresce o amor...
Ninguém ganha
para que os dois ganhem.
Ruben Alves
21 novembro 2014
Presente especial...
Quero ser o teu amigo.
Nem demais e nem de menos.
Nem tão longe e nem tão perto.
Na medida mais precisa que eu puder.
Mas amar-te sem medida e ficar na tua vida,
Da maneira mais discreta que eu souber.
Sem tirar-te a liberdade, sem jamais te sufocar.
Sem forçar tua vontade.
Sem falar, quando for hora de calar.
E sem calar, quando for hora de falar.
Nem ausente, nem presente por demais.
Simplesmente, calmamente, ser-te paz.
É bonito ser amigo, mas confesso: é tão difícil aprender!
E por isso eu te suplico paciência.
Vou encher este teu rosto de lembranças,
Dá-me tempo de acertar nossas distâncias.
Fernando Pessoa
Obrigada Pedro :)
09 outubro 2014
Send me an Angel...
The wise man said just walk
this way
To the dawn of the light
The wind will blow into your face
As the years pass you by
Hear this voice from deep inside
It's the call of your heart
Close your eyes and your will find
The passage out of the dark
Here I am
Will you send me an angel
Here I am
In the land of the morning star
The wise man said just find your place
In the eye of the storm
Seek the roses along the way
Just beware of the thorns
Here I am
Will you send me an angel
Here I am
In the land of the morning star
The wise man said just raise your hand
And reach out for the spell
Find the door to the promised land
Just believe in yourself
Hear this voice from deep inside
It's the call of your heart
Close your eyes and your will find
The way out of the dark
Here I am
Will you send me an angel
Here I am
In the land of the morning star
Here I am
Will you send me an angel
Here I am
In the land of the morning star...
To the dawn of the light
The wind will blow into your face
As the years pass you by
Hear this voice from deep inside
It's the call of your heart
Close your eyes and your will find
The passage out of the dark
Here I am
Will you send me an angel
Here I am
In the land of the morning star
The wise man said just find your place
In the eye of the storm
Seek the roses along the way
Just beware of the thorns
Here I am
Will you send me an angel
Here I am
In the land of the morning star
The wise man said just raise your hand
And reach out for the spell
Find the door to the promised land
Just believe in yourself
Hear this voice from deep inside
It's the call of your heart
Close your eyes and your will find
The way out of the dark
Here I am
Will you send me an angel
Here I am
In the land of the morning star
Here I am
Will you send me an angel
Here I am
In the land of the morning star...
15 setembro 2014
Estranho Verão...
Este ano não houve Verão. Ou melhor, para também não ser tão drástica, este ano o Verão foi curto, muito curto.
Não é que tivesse menos dias que os outros Verões.
E também não é por já estarem dias de chuva e vento, típicos do Outono, mesmo sem ainda o serem.
Mas para mim o Verão foi praticamente inexistente este ano. Pelo menos pessoalmente senti-o dessa forma.
Foi uma altura tão desejada durante todo o passado Inverno, dadas as condições atmosféricas que se verificaram, e em que ansiava verdadeiramente dias de sol e calor, propícios a serem aproveitados da melhor forma.
Praia, esplanadas, saídas com os amigos, petiscadas, ver o pôr do sol, acima de tudo relaxar, descontrair, tudo o que o imaginário simbólico do Verão nos representa e permite fazer.
Sei que está tudo na forma como perspectivamos as coisas, está tudo na nossa cabeça. Porque a praia está lá, as esplanadas também, e apesar de muitos dizerem que o tempo não esteve no seu auge, até houve muitos dias realmente bons, dignos de Verão.
Mas o Verão está essencialmente dentro de nós, bem como o espírito de Verão que esta época do ano nos incute. E talvez isso mesmo não tenha havido Verão para mim. Passei do fim de Primavera automaticamente para o Outono.
O tempo intermédio e tão ansiado entre estas duas estações, ficou bloqueado para mim. Senti-me dormente enquanto ele passou, quase que embalsamada numa tentativa frustrada e angustiante de o querer aproveitar, apesar de titânicos esforços sem sucesso.
Talvez por o Verão ter coincidido com uma altura de transição. Talvez pela inquietação que me tem assolado aos mais variados níveis. Talvez pela necessidade que as coisas tomem um rumo diferente, sigam outro caminho, diferente do anterior.
É todo um conjunto de transformações internas que são o sintoma de que algo tem de mudar, que as coisas tem de tomar outro rumo, simplesmente por não estar confortável no que estava a seguir.
E daí no fim de Primavera, início de Verão ter decidido romper, terminar com o ciclo que já se arrastava lenta e agonizantemente. Diversos factores contribuíram para a decisão dessa ruptura, que não foi por acaso. Nada é por acaso.
Talvez eu achasse que essa ruptura apenas se devia um factor, mas na verdade, muitos outros estavam a contribuir para isso.
E apenas depois nos apercebemos de toda a montanha que se foi avolumando nas nossas costas. Só quando nos voltamos para trás é que realmente vemos a imensidão que se erigiu e que carregamos connosco. Daí o fechar de uma porta.
E portanto, fechou-se um ciclo, terminou.
A vida é feita de ciclos, apenas temos de reconhecer que todos eles começam e acabam, e apenas temos de aceitar isso como normal.
E entre ciclos existem épocas de transição. As alturas de tomar novos rumos, novos caminhos, novas direcções, fazer novas escolhas e decidir novas rotas por onde trilhar.
Mas também é nessas alturas que nos sentimos meio dormentes, sem saber muito bem o que fazer e como fazer. Quase que a maior dificuldade é operacionalizar. Sentimo-nos bloqueados de todos os lados, um bocado incapazes de agir, sem saber muito bem que direcção tomar, ou como tomar.
Por um lado queremos desesperadamente fazer algo, ir, fazer, agir, mexer, mudar as coisas. Temos ideias, planos, projectos, sonhos que gostariamos de ver concretizados. E por outro temos a falta de mecanismos para operacionalizar a mudança, saber como fazer, por onde começar, qual o caminho certo a tomar, e se esse é um intermédio para outro ou já o final, e todo um conjunto de dúvidas, questões, interrogações às quais não sabemos a resposta, e que nos fazem ficar mais retraídos em relação a como processar qualquer avanço.
E apesar de se ter fechado um ciclo nuns aspectos, que está totalmente encerrado no passado, e de se ter iniciado recentemente outro, a sensação de transição ainda é latente.
Até porque desconfio que este ciclo que agora se iniciou também faz parte da transição e na verdade não é ainda o início do próximo grande ciclo...
Porque ainda persiste aquela inquietação, aquela vontade de querer mudar algo, aquela ânsia de fazer qualquer coisa diferente, que valha de verdade esta jornada pela vida, algo que nos estimule, a procura por algo que nos faça descobrir a nós mesmos, e sentir-nos realizados.
E
é toda esta luta, confusão interna, este turbilhão de pensamentos,
ideias, ânsias, desejos, e muito mais coisas que nem sei como explicar e
como me expressar, porque também parece que os mesmos me bloquearam a
escrita.
E a vontade de, já que se saiu de um ciclo, querer-se entrar noutro, não perder tempo. Porque o tempo é valioso. E já que fui eu que determinei o fim de um ciclo, ele não se fechou naturalmente, a busca, a vontade e a ansiedade do próximo, causaram todos estes pensamentos conturbados e turvos. Isto também não permitiu nem permite muitas vezes agir com clareza e total certeza de tudo, até porque é mesmo um período de incertezas e dúvidas, que parece que nunca mais conseguimos ver a resposta.
E é por todo este estado de transição, dormência, impasse, decisão, mudanças, transformações, e tantas coisas que nem sei quantificar nem indentificar, ter coincidido com o Verão, que este se afigurou inexistente para mim.
Talvez porque procurava algo digno de Outono, ao ponto de nem ter conseguido aproveitar o Verão. Talvez tenha sido por estar tão ocupada a tentar redifinir metas e delinear estratégias, que o Verão se evaporou aos meus olhos e eu nem o vi. Talvez por estar tão focada no planeamento de um novo ciclo que nem consegui aproveitar dignamente o que a estação do ano me podia oferecer. Talvez pelo receio de agir tarde demais e pela ânsia de conseguir algo novo, nem dei pelo Verão passar diante de mim.
Talvez tenha sido por tudo isto. Talvez. Nem eu sei ao certo.
Só sei que é um estado de dormência que nos imobiliza os movimentos e, de certa forma, também os pensamentos.
E foi por tudo isto coincidir com o Verão, que o Verão foi estranho. Passou ao lado, e quase não dei por ele, nem tive provas de que realmente ele existiu.
Pensamentos turvos podem nublar um dia de sol...
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